maio 212017
 

ELITISMO E PERSEGUIÇÃO POLÍTICA NA UFRGS!

Viemos a público denunciar a situação de perseguição política e assédio moral por parte da UFRGS à companheira Lorena Castillo, estudante de Geografia da Universidade e militante da nossa Organização.

De forma arbitrária, impositiva e sem direito a defesa, a UFRGS quer desligar a companheira da Universidade alegando uma renda que a companheira não possuía e não possui. Tudo isso depois da Ufrgs perguntar seu vínculo militante com a FAG, perguntando que “cargo” ela teria e se recebia alguma remuneração por isso. Uma clara situação de assédio moral!

A companheira conseguiu realizar sua matrícula no ano passado após a Universidade colocar uma série de obstáculos e constrangimentos. Está sofrendo o que muitos outros/as estudantes que entraram através das cotas raciais e para estudantes de escola pública com baixa renda vem sofrendo ao terem suas documentações questionadas e suas vidas vasculhadas sem nenhum respeito. Já no segundo semestre e em época de provas, a companheira recebe o resultado de um processo de revisão da análise socio-econômica que a excluiria do quadro discente da UFRGS. Além disso, há no processo a omissão de informações que a companheira passou e informações forjadas pela Universidade (como sua renda).

Repudiamos a postura da Universidade e dizemos em alto e bom som: A FEDERAÇÃO ANARQUISTA GAÚCHA NÃO TEM E NÃO ADMITE FUNCIONÁRIOS! NOS AUTOSSUSTENTAMOS SEM SUBVENÇÃO ESTATAL NEM PATRONAL!

Exigimos um posicionamento público por parte da Reitoria sobre as recorrentes situações de assédio moral e desrespeito com os cotistas, com a nossa companheira e a imediata suspensão de seu desligamento.

UFRGS RACISTA E ELITISTA!
NENHUMA PERSEGUIÇÃO POLÍTICA SEM RESPOSTA!
SOLIDARIEDADE A LORENA CASTILLO!

Federação Anarquista Gaúcha – FAG

dez 152016
 

 

Nota de repúdio às violências cometidas por integrantes do MTST e UNE

no último ato contra a PEC 55 (13/12) em Fortaleza

Ontem, 13 de dezembro de 2016, pela manhã, era aprovada pelo Senado, já em segundo turno, o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 55, que congela os orçamentos com direitos sociais básicos por 20 anos, colocando na conta do povo uma crise ocasionada pelos de cima.

Em Fortaleza, um ato estava convocado pela Frente Povo Sem Medo, para as 14h, saindo da Praça da Gentilândia, contra a aprovação da PEC 55 e as reformas na previdência. Havia um chamado para um bloco independente de partidos, que reunia pessoas autônomas, independentes, libertárixs e anarquistas, na maioria secundaristas, que tomaram as ruas com rostos cobertos em geral para se protegerem de represálias, acompanhando o ato, com tintas, colas e sprays para intervenções de lambe-lambe e pinturas no asfalto.

Durante o ato, percebendo que não era possível escrever no asfalto no meio do ato por causa do trânsito das pessoas, o bloco foi para a “frente da frente” do ato, que era demarcada com uma faixa onde estava escrito Fora Temer.

Como resposta, estes do bloco responderam que o ato não deveria ter direção e entre ofensas verbais recíprocas começou o empurra-empurra. No carro de som, a UNE pedia para “comissão de segurança reforçar a linha de frente”. Nessa hora chegam mais de 30 militantes do MTST. Naquele momento os organizadores do ato reivindicavam a direção do ato. Ficou implícito que, ou ficava o MTST na frente, ou do contrário os mesmos usariam da força bruta. Exatamente isso que aconteceu, sobre o pretexto de “defender a manifestação”, auto atribuindo-se um papel de polícia da manifestação, espancaram estudantes e professores. Mulheres apanharam e humilhações foram feitas somente porque as pessoas se reivindicavam enquanto anarquistas. Há também relatos de uma companheira anarquista, que foi espancada. Segundo ela, os agressores disseram: vamos te arrombar!

Desesperados, em menor número e em menor força, alguns fogem por uma rua perpendicular e os militantes do MTST correm atrás, perseguindo-os e espancando-os agora com madeiras e barras de ferro. Muitos secundaristas e militantes autônomos ficaram feridos e dois foram hospitalizados em estado de saúde grave. Um professor da UFC foi ferido com a barra de ferro e teve a cabeça aberta.

Compactuando com essas ações, no momento foi feito um cordão de isolamento pela UNE e outros coletivos para que pessoas do bloco não retornassem ou se escondessem no ato. O ato inteiro passou enquanto o bloco independente era agredido e sangrava pelas ruas. Vários são os relatos e fotos de perseguições e espancamentos, inclusive da hospitalização dos dois companheiros em estado grave.

As direções desses movimentos sociais, com discursos de manutenção da ordem e receio de que o ato perca referência na direção, criam no imaginário social de militantes um repúdio a pessoas encapuzadas, atribuindo a elas a repressão policial posterior e a ilegitimidade dos atos, criando espaço para violência contra pessoas de rostos cobertos. O que temos percebido – em pelo menos três atos onde nossa militância esteve presente – é um avanço violento e cheio de ódio sobre pessoas com rostos cobertos e uma criminalização da ideologia anarquista. Ações truculentas como esta, infelizmente, não são novidade. Em 2014, em um ato do Sindicato da Construção Civil em 2014, a direção da Conlutas gritava no carro de som: “expulsem os anarquistas! Eles não são bem vindos!”. Ou como na manifestação do dia 29 de novembro desse ano, em Brasília. [1]

Quem sai fortalecido quando a direção de um ato cria um discurso legitimador da violência contra pessoas de rostos cobertos? Em que medida a linha defendida por Guilherme Boulos em seu artigo para a mídia burguesa não cria fundamentos para agressões e violências como a que aconteceram ontem em Fortaleza? [2] Quem tem medo de um povo sem dirigentes?

Esse fato já recorrente faz-nos acreditar que há uma linha geral do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), com o objetivo de massificação dos atos acompanhadas de uma espécie de obediência cega aos interesses de seus dirigentes, nem que para isso seja necessário a legitimação do discurso da mídia burguesa de que é uma minoria que causa baderna. Esse discurso tanto usado para “dividir e conquistar” e que absorve o discurso do “vandalismo” que só protege a ordem capitalista.

Nós estamos lutando também contra a PEC 55 e mais do que nunca precisamos lutar juntos, pois o que nos espera possui tremenda força. É uma hipocrisia que os agressores se passem por vítima e tentem justificar essas violências. Nada justifica. Mais do que nunca gritaremos:

Paz entre nós, guerra aos senhores!

Vivenciamos uma criminalização da ideologia anarquista, onde a todo momento é feita generalizações, quando nos citam, somos “os anarquistas”. Tática que tenta colocar em ostracismo e em um mesmo saco homogêneo todxs aquelxs de um amplo espectro libertário. Com o marxismo isso não acontece, porque ao nosso ver, mesmo discordando de sua linha geral, que consideramos autoritária, há inúmeros companheirxs que fazem outras leituras dialogáveis. Logo, nunca reduziríamos companheirxs com objetivos desonestos ao jargão “os marxistas”.

O que está em disputa é um perfil de ato de rua, onde as direções, bandeiras e carros de som de partidos não dão conta da totalidade do povo indignado que está nas ruas. O MPL e a força das manifestações de junho de 2013 nos lembraram formas autônomas e horizontais de construção de atos fortes e combativos. E são nesses atos que queremos estar.

A atitude de alguns militantes do MTST e UNE que estavam no ato contra PEC tem nossa imediata reprovação. Julgamos essas atitudes como covardes, desonestas, machistas, fascistas e autoritárias. Nada, absolutamente nada, justifica as fortes agressões aos militantes autonomistas, anarquistas e independentes que também se manifestavam contra a PEC.

Mesmo que as pessoas agredidas não sejam organizadas em coletivos, se intitulem ou não como anarquistas, sabem ou não o que defendem (como há insinuações), para nós isso não seria motivo nenhum para legitimar essas agressões.

O fato de ontem é gravíssimo, e precisa ser apurado com máxima seriedade pelos movimentos sociais desta capital. Neste sentido, convidamos a todos os coletivos e partidos presentes no ato para que se somem ao repúdio dos agressores, responsabilizando-os e a prestar toda solidariedade as vítimas.

Manifestamos toda nossa solidariedade aos companheiros e às companheiras agredidos/as, reiterando que solidariedade é mais que palavra escrita, é estar ombro a ombro na peleja cotidiana. Denunciamos as ações irresponsáveis e violentas protagonizadas por alguns integrantes da Frente Povo Sem Medo e da Frente Brasil Popular. Nos manteremos fortes e alertas contra qualquer tipo de repressão em assembleias e atos populares. A luta se faz desde baixo e à esquerda.

Contra todos os autoritarismos!
Deixar passar a revolta popular!
Construir um Povo Forte!

Organização Resistência Libertária

15 de dezembro de 2016

 

[1] https://quebrandomuros.wordpress.com/2016/12/09/criminalizar-a-combatividade-isso-sim-e-fazer-o-jogo-da-direita/

[2] http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/09/1809940-movimentos-de-esquerda-se-dizem-contrarios-a-tatica-black-bloc.shtml

 

Observação: a nota sofreu duas alterações desde a sua publicação. A primeira delas foi a supressão das citações ao Kizomba, por considerar os relatos de que companheirxs desse agrupamento também tentaram remediar/apaziguar a situação, e, não, como agressores. O segundo ponto, a retirada do trecho abaixo: “Há relatos que pessoas do bloco tentaram tirar essa faixa e que neste momento foram questionados pela direção do MTST porque não estiveram nas reuniões de construção do ato e agora queriam está na linha de frente e fazer ação direta mesmo sem isso ter sido “acordado”. Como resposta, estes do bloco responderam que o ato não deveria ter direção e entre ofensas verbais recíprocas começou o empurra-empurra. No carro de som, a UNE pedia para “comissão de segurança reforçar a linha de frente”. Nessa hora chegam mais de 30 militantes do MTST.” O trecho foi retirado por respondermos as múltiplas versões de como o fato ocorreu, mas também por entendermos que não necessariamente existe causalidade entre uma possível incitação e o próprio ato da agressão. Fazemos a autocrítica dessas duas atualizações, com o pedido de desculpas aos citados. Fortaleza, 16 de dezembro de 2016.

fev 122015
 

 

Reproduzimos abaixo a nota dxs nossxs companhierxs da Federação Anarquista Gaúcha, denunciando a forte repressão no Rio Grande do Sul e a prisão do companheiro Vicente. Pedimos ampla divulgação desta nota.

É denunciar o Estado Brasileiro!

 

 

NÃO SE INTIMIDAR, NÃO DESMOBILIZAR! TODA NOSSA SOLIDARIEDADE AO COMPANHEIRO VICENTE!

 

 

Janeiro de 2015, às vésperas da retomada das lutas contra o aumento das passagens e em defesa de um transporte 100% púbico em Porto Alegre, recebemos a notícia da sentença dada ao companheiro Vicente, militante da FAG e lutador social do Bloco de Luta pelo Transporte Público de Porto Alegre. Vicente está sendo condenado a um ano e meio de prisão por dano ao patrimônio público e crime ambiental, “crimes” que teria cometido em Abril de 2013 durante uma manifestação do Bloco de Luta em frente a Prefeitura de Porto Alegre. Trata-se da primeira condenação em Porto Alegre e para nós uma clara tentativa de intimidar e colocar medo no conjunto de lutadores e organizações que estão rearticulando as lutas nesse início de 2015. Um expediente político e histórico utilizado pelos setores dominantes de nossa cidade e de todo o mundo: o encarceramento dos que se levantam. Não nos desmobilizaremos e a nossa solidariedade será militante e nas ruas!!!

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E a criminalização continua…

O fato de a condenação nos ter sido comunicada apenas uma semana antes do primeiro protesto do ano do Bloco de Lutas pelo Transporte Público é tudo menos uma obra do acaso ou de um processo regular do poder judiciário. Inicia-se o ano e ao mesmo tempo se começa a mexer nos processos que estavam tramitando desde 2013: adicionando nomes à alguns, novos crimes à outros. O processo neste contexto busca ter o mesmo efeito de uma bala de borracha ou de uma bomba de efeito moral: uma tentativa de intimidar e freiar as lutas nas ruas que ousam questionar os lucros dos empresários e os conchavos já evidente das empresas com os poderes públicos.

A situação está longe de ser apenas uma situação local: quem achou que a conjuntura de criminalização havia se esgotado em virtude do descenso das mobilizações de rua após a Copa do Mundo em 2014, a recente movimentação dos governos e dos aparelhos repressivos indicam o contrário. Em São Paulo, Rio de Janeiro e uma série de outras cidades no Brasil que iniciaram o ano com mobilizações contra o aumento das tarifas de ônibus a repressão tem usado dos mesmos expedientes contra os manifestantes: gás lacrimogênio, bala de borracha e detenções arbitrárias. O carioca Rafael Braga Vieira, que era até então o único condenado dos protestos de junho de 2013 continua preso e em Porto Alegre os processos voltam a ser movidos, novos nomes são inseridos e agora a primeira sentença é dada, sem prova alguma. É a velha justiça burguesa tomando lado em uma luta entre opressores e oprimidos que está longe de acabar.

Contudo, a luta e organização dos de baixo não começou hoje e também continuará. Mobilizam-se os jovens, os trabalhadores, os sem tetos e as comunidades de periferia. As mobilizações de rua de 2013 abriram novas possibilidades na gestação de experiências organizativas e de luta que o conjunto da esquerda combativa e anti capitalista precisa ajudar a fomentar e impulsionar, descartando as velhas práticas vanguardistas, sectárias e impositivas que infelizmente ainda permeiam discursos e práticas de muitas organizações. Acreditamos que só assim podemos criar força social que desde baixo vá gestando mecanismos de auto-organização e cravando em seu horizonte a necessidade de transformação social do conjunto da sociedade. Uma verdadeira frente de oprimidas e oprimidos solidária a todo e qualquer companheiro preso, torturado, assassinado e desaparecido.

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2015: avançar em organização, cercar ainda mais de solidariedade @s que lutam!

A seletividade do sistema penal também se torna evidente neste caso. Ao longo desse processo que começa com mais de uma dezena de acusados pelos danos realizados em uma manifestação com mais de mil pessoas, vimos arquivarem um a um todos os suspeitos, responsabilizarem o único rapaz negro de ideologia anarquista que estava entre os acusados e agora incluírem outro militante negro do Pstu. Sabemos que o motivo central dessa condenação é de ordem político-ideológica mas não podemos omitir o fato de que a cor negra dos acusados tem um peso importante.

Os últimos processos tiveram como destaque a criminalização contra os coletivos e movimentos anarquistas. Em 2013, tivemos os nossos espaços públicos invadidos e nossos livros recolhidos, passando por pesados processos de inquéritos onde o que era avaliado era nossa posição em relação a temas como autoridade, governo, forças policiais e outros assuntos caros à ideologia anarquista. Panfletos, cartazes e literatura foram anexadas nos processos, como se fossem provas circunstanciais que mostrassem algum papel de mentor intelectual da nossa ideologia nas depredações ou saques realizados nas manifestações de 2013, que contavam com mais de 50 mil pessoas em Porto Alegre.

O companheiro Vicente, assim como os demais militantes e lutadores de outras organizações, coletivos e ideologias, não foi o primeiro e não será o último jovem negro e anarquista a ser condenado nesse Brasil racista. São milhares de homens e mulheres negros/as e pobres exterminados e condenados diariamente pelas polícias militares e pela justiça burguesa e racista. É a elas e eles que nossa solidariedade militante é direcionada e será junto de cada trabalhador/a que cerraremos nossos punhos. Não nos intimidaremos e em cada marcha de rua, piquete, greve, ocupação estaremos ombro a ombro com todos e todas que lutam!

Solidariedade à todos e todas companheiros e companheiras perseguidos por lutar!

Pelo fim da polícia militar!

Nossa ideologia anarquista não se presta a caricaturas!!!

 

Federação Anarquista Gaúcha – FAG

maio 012014
 

ana

DECLARAÇÃO DO Iº ENCONTRO ANARQUISTA ESPECIFISTA DA BAHIA

As jornadas de junho demonstraram a insatisfação popular com a democracia representativa e a falência das instituições do estado burocrático, representada pela política dos partidos tradicionais, no momento em que as demandas populares não foram atendidas. O Estado mostrou sua capacidade de assegurar os interesses do Capital, respondendo os anseios populares com truculenta repressão. A Bahia vivenciou ricos momentos de ação popular autônoma, com manifestações em diversas cidades do estado. Para o anarquismo, esse processo abriu novas possibilidades do ‘fazer’ político junto com o povo, fomentando novos valores de democracia direta e do Poder Popular. Foi diante dessa conjuntura que, nós anarquistas, lutamos e fortalecemos o protagonismo das ruas.

É na retomada da militância do anarquismo organizado na Bahia, que propomos a construção de uma organização específica anarquista que abarque a tarefa de trilhar o caminho rumo a uma sociedade justa e igualitária. É sobre essa perspectiva, que ampliamos a construção do anarquismo, a partir das experiências do Vermelho e Negro e do Coletivo Anarquista Ademir Fernando (CAAF). Ambos processos incentivados pela construção do anarquismo no país, através da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB). Levados por esses anseios, realizou-se o encontro pró-organização do anarquismo na Bahia, que reuniu diversos militantes do estado, para definir estratégias e programas comuns na consolidação do especifismo.

Convidamos a tod@s @s militantes que afinam com a proposta do anarquismo especifista na Bahia, a somar-se na luta pela construção de uma nova sociedade.

Bahia, 26 e 27 de abril de 2014

Email: caaf@risuep.net

coletivoanarquistaademirfernando.blogspot.com

fev 172014
 

 

SOBRE A RECENTE TENTATIVA DE CRIMINALIZAÇÃO DAS LUTAS

 

Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ)

Publicado em 13/02/2014, no site da FARJ

Desde as lutas iniciadas em junho de 2013 assistimos uma tentativa massiva da mídia burguesa em domesticar, sufocar ou capturar as pautas da luta popular. Os protesto de junho e dos meses seguintes, que tinham como principal foco, exigir pela força das ruas, direitos sociais (redução da passagem, saúde, melhoria da educação etc.) tentaram ser apropriados por seus adversários reacionários.

Outra questão é que a burguesia, o governo federal (PT e aliados) e os setores médios conservadores da sociedade nunca aceitaram as táticas de luta (ataque a propriedade privada e resistência a violência policial) e as mobilizações de massa (favela, estudantes, sindicatos etc.) que foram forjadas pelas manifestações. Com receio de uma “crise” em plena Copa do Mundo atrapalharem os negócios do capital e as eleições, o Estado brasileiro se apressou a utilizar instrumentos judiciais que permitissem a rápida repressão de manifestantes, organizações políticas e entidades de trabalhadores.

A luta contra o aumento da tarifa

A lembrança da massificação dos atos de junho e julho pelas lutas contra o aumento da passagem retornam como um pesadelo na cabeça dos governos federais e estaduais. A estratégia agora utilizada é tentar sufocar a luta contra o aumento da tarifa antes de uma possível ampliação dos atos. Apenas oito meses depois da redução da tarifa pela força das ruas, o prefeito do rio, Eduardo Paes autorizou criminosamente o aumento da tarifa, contrariando (de se esperar) os laudos técnicos do Tribunal de Contas do Município, que recomendaram a diminuição da tarifa para R$2,50. O Movimento Passe Livre do Rio de Janeiro (MPL-RJ) junto a outros coletivos e organizações políticas, responderam ao aumento com uma seqüência de atos de rua e a resposta das elites políticas foi a mesma de sempre: repressão.

O ato do dia 06 de fevereiro e suas duas mortes

O ato do dia 6 de fevereiro ficou marcado pela forte repressão da PM, que atirou bombas pra todo lado, inclusive dentro da Central do Brasil, onde havia muitas trabalhadoras e trabalhadores e até crianças circulando. A consequência desse descalabro da PM foi o terror nas ruas do Rio de Janeiro. O resultado  foi que ocorreram duas mortes: o cinegrafista da TV Bandeirantes, atingido acidentalmente por um rojão, e um camelô, atropelado por um ônibus, enquanto fugia das bombas da PM. Lamentamos profundamente a morte desses dois trabalhadores e nos solidarizamos com suas famílias, mas denunciamos, assim como outros movimentos sociais e organizações que ambas as mortes foram frutos da criminosa atuação da PM e da política de transportes do Governo do Rio de Janeiro, que insiste em manter o aumento da tarifa para R$3,00 e espanca manifestantes abertamente. É a situação de barbárie instrumentalizada pelo alto custo de vida, o domínio e extermínio militar dos pobres (UPP’s), o racismo, a desigualdade generalizada que levam os/as trabalhadores/as ao limite. Ainda assim, fazemos questão de ressaltar que nada que os manifestantes façam, mesmo uma atitude desastrada, pode se equiparar, a violência cotidiana do sistema capitalista, do Estado e sua dominação. Tampouco podemos ignorar o fato, de que a resistência popular vista nos atos (tática Black Bloc) surgiu exatamente como uma resposta a violência policial e a violência cotidiana do sistema capitalista.

A mídia, obviamente, sempre alinhada com os anseios dominantes tratou de dar ênfase apenas a uma dessas mortes (do cinegrafista Santiago) e antes mesmo da apuração dos fatos, avaliou, periciou, julgou e condenou dois manifestantes em rede nacional, ignorando voluntariamente os inúmeros mortos e feridos provocados pela ação da Polícia Militar desde as manifestações de junho.  A farsa estava montada.

A criminalização das lutas

À partir disso os setores conservadores, com apoio do PT trataram de orquestrar um forte consenso reacionário se utilizando do sensacionalismo e a repetição exaustiva das imagens na TV. Já está claro que toda a máquina podre do sistema está em funcionamento. Ao inventarem a “doença”, trouxeram também o “remédio amargo”: a discussão do projeto de lei 499/2013 à toque de caixa e que regulamenta judicialmente o “terrorismo”. Do Rio de Janeiro veio também a  acusação absurda de que os manifestantes recebem 150 reais para irem às manifestações e a sugestão do Secretário de Segurança Pública pela proibição de máscaras nas manifestações e o endurecimento das penas aos manifestantes. Ou seja, os terroristas serão todos aqueles que se manifestem por direitos sociais. Também os chamados “Grupos de Direitos Humanos” estão sendo criminalizados, perseguidos e ameaçados por buscarem defender os manifestantes, ou mesmo os pobres de maneira geral que sofrem ações violentas da polícia como é o caso das recentes chacinas (Maré, Juramento, dentre outras) ou até mesmo de ações fascistas como foi a tortura ao adolescente negro no bairro do Flamengo.

Além disso, já é fato notório e conhecido, que a Polícia Militar, a Agência Brasileira de Inteligência e a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos [1] vigiam, provocam, sabotam, montam farsas jurídicas, se infiltram e mapeiam possíveis “ameaças” à realização da Copa do Mundo. Qualquer semelhança com as leis do regime militar de 1964 não é coincidência. Aliás, para quem acha que a comparação é exagerada, uma portaria assinada por Dilma em 20 de dezembro de 2013 permite ao exército “o combate ao bloqueio de vias públicas e a ofensiva contra a sabotagem nos locais de grandes eventos”. A justiça como vimos manteve-se como de costume, ao lado dos ricos e poderosos e prepara o terreno para um processo de criminalização coletiva que tem de ser denunciado por todos os movimentos populares, organizações políticas e sindicatos.

Desafios para a esquerda, para a luta e os trabalhadores

Apesar dessa ofensiva reacionária já ter sido esperada por todos/as, devemos ter cuidado para não cair nas várias armadilhas que ela coloca. Se aproveitando de um fato isolado, a mídia está trabalhando (assim como o fez desde junho) para “separar” os manifestantes entre dois grupos (vândalos e manifestantes) e assim, melhor nos dividir. Tal ação visa esvaziar o potencial de radicalidade e de adesão aos protestos. Forçam assim, a muitos setores de esquerda que acreditam na via eleitoral, a se comprometerem como “moderados” durante o período da Copa do Mundo, como se isso fosse evitar a repressão generalizada que se anuncia. O fato é que devemos nesse momento, igualmente ter calma e serenidade, evitando a tentação fácil do sectarismo e da miopia política que faz o trabalho que o inimigo deseja, enxergando bodes expiatórios e inimigos no interior das nossas fileiras ou apenas olhando para dentro das nossas organizações.

Precisamos também, reforçar as instâncias coletivas de decisão e diálogo, como por exemplo, as assembleias que estão sempre continuamente realizadas antes dos atos contra o aumento, para traçar estratégias e definir caminhos a serem seguidos coletivamente por todos (ou o máximo possível de pessoas). O aprofundamento dos ataques reacionários exige de nós maturidade e avanço na organicidade das lutas, é preciso trabalhar com critérios de segurança e ação para não facilitarmos a repressão policial e tampouco permitir atitudes individualistas ou desastradas ou pior, de infiltrados, que ponham em risco a nossa segurança coletiva nesse momento.

Precisamos trabalhar para de fato construir uma unidade nas ruas e nas bases. Lutar por reivindicações concretas é o caminho mais efetivo para trazer a população para o nosso lado, superando a hegemonia da máquina midiática. Precisamos agitar pautas que dialoguem com a realidade dos oprimidos e não cairmos na armadilha montada pela burguesia de nos isolar politicamente ou nos dividir num momento em que esta e os políticos unem-se para tentar nos esmagar.

Não escondemos as diferenças estratégicas ou de princípios que existem no interior da esquerda e não iremos neste momento “varrer tudo para debaixo do tapete”. Mas precisamos, para além das diferenças construir um forte consenso popular nas ruas. Sem a presença massiva de organizações e movimentos de trabalhadores corremos o risco de passar esse período apenas na defensiva, que é exatamente o que a burguesia e o governo do PT desejam e estão articulando.

É preciso que a classe trabalhadora se articule e conquiste às ruas, junto de suas demandas. E como um pequeno grão de areia nesse universo, essa é a tarefa que a FARJ modestamente está comprometida a realizar nesse curto período de luta e reação.

Protestar não é crime!

Pela redução da passagem!

Lutar, criar, poder popular!

[1] Brasil espiona manifestantes para evitar danos à Copa do Mundo. Blog Estadão. 07/02/2014. Disponível em <http://blogs.estadao.com.br/link/brasil-espiona-manifestantes-para-tentar-evitar-danos-a-copa/>;.

[2] Mortos e Feridos em Protesto. Centro de Mídia Independente.  Disponível em <http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2014/02/528893.shtml

 

 

dez 072013
 

Mais uma vez os carcinicultores e a “justiça” ataca xs moradores do Cumbe. Os companheiros criminalizados estão sofrendo pelas suas ações exemplares em favor da terra, do mangue e da comunidade. Nós da ORL tínhamos lançado em setembro uma “Nota de Solidariedade aos Lutadores e Lutadoras do Cumbe” tentando amplificar a luta de nossxs companheirxs (que pode ser lida em http://www.resistencialibertaria.org/index.php?option=com_content&view=article&id=106:cumbe-nota&catid=88:lutas&Itemid=64).

Reproduzimos abaixo uma NOTA URGENTE em apoio ao Cumbe com o objetivo de arrecadar fundos para um auxílio jurídico que nesse momento é indispensável para tentar frear a criminalização com nossos companheiros e companheiras de luta.

TODO APOIO AS LUTADORAS E LUTADORES DO CUMBE, EXEMPLOS DE LUTA!

 

Apoio e Solidariedade aos Pescadores/as do Mangue do Cumbe.

Cumbe, 05 de Dezembro de 2013.

Prezados/as, como deve ser de conhecimento de todos/as, os pescadores/as do mangue do Cumbe/Aracati, desde 1996 vem travando diariamente uma luta pela defesa do manguezal, campo de dunas e modo de vida tradicional. Nos últimos anos, o enfrentamento aos projetos de desenvolvimento econômico, como a carcinicultura no manguezal e a instalação dos parques de energia eólica nas dunas, vem se acirrando e com isso o aumento dos conflitos socioambientais pela posse do território coletivo, além da criminalização das lideranças que se opõem a este atual modelo de crescimento econômico.

Hoje na comunidade, temos 08 (oito) pescadores do mangue sendo criminalizados e processados pelo carcinicultor RUBENS DOS SANTOS GOMES, por defender suas áreas de pesca e o manguezal contra a expansão da criação de camarão em cativeiro – carcinicultura, que viola direitos. Um dos pescadores já foi até julgado e condenado a pagar cesta básica.

Diante desta conjuntura, em reunião com representantes dos pescadores/as, resolvemos em face de um processo desigual, procurar uma assessória jurídica permanente, para fazer o acompanhamento dos pescadores/as junto aos órgãos de justiça. Para que mais pessoas não sejam criminalizadas e tenham que pagar outras cestas básicas ou outras penalidades, por defender seu território.

Conversamos com um advogado popular para que este possa fazer esse acompanhamento, até sanar esse conflito entre os pescadores/as do mangue e o carcinicultor. O referido advogado propôs a importância mensal de R$ 1.200,00 (mil e duzentos reais) até resolver esse conflito junto à justiça. Sendo que o primeiro pagamento se dará neste mês.

Assim, estamos através desta carta solicitando o apoio dos amigos/as do Cumbe, pesquisadores/as e demais interessados para se somar a nós e contribuir na medida do possível, para cobrir a despesa com a assessoria proposta, para que possamos nos defender dignamente. As contribuições deverão ser realizadas no Banco: Caixa Econômica Federal, Agência: 0743; Conta Poupança – 013.00094542-2, Titular: João Luís Joventino do Nascimento.

Segue abaixo o nome dos pescadores criminalizados: Ronaldo Gonzaga, Neuzimar Rodrigues, Edivan Florêncio, Josimar Silva, Raimundo Florêncio, Carlos Gonzaga, Paulo César Gonzaga e João Paulo Gonzaga.

Agradecemos a todos/as que puderem contribuir com nossa luta.

Atenciosamente,

Pescadores/as do mangue do Cumbe/Aracati.

 

dez 032013
 

No último dia 14 de novembro a Organização Resistência Libertária [ORL/CAB] comemorou seus 5 anos de luta. Na ocasião tivemos uma mesa-debate pública chamada “O Anarquismo e suas contribuições para os Movimentos Sociais”, ao lado de organizações políticas irmãs do Nordeste e Norte desse país. Reproduzimos abaixo as saudações que nos foram enviadas pelas Organizações da Coordenação Anarquista Brasileira [CAB] e que não puderam estar presentes. Pedimos desculpas por não reproduzir aqui algumas saudações pronunciadas por Organizações irmãs e indivíduos na ocasião no evento – só não estamos fazendo pela falta do registro escrito, já que não gravamos a fala.*

 


 

Saudação do Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares [CAZP-Alagoas]

Sementes foram e continuam sendo plantadas por estes lados, hoje, do solo nordestino, podem ser colhidos os frutos da luta pelo Socialismo Libertário. Esta luta não é simples, nem tampouco de curta duração. Para tal é necessário vontade histórica, determinação enquanto lutadoras e lutadores organizados, além de inflexibilidade quanto aos nossos princípios.

Nós, do Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares, certos estamos que o dito cima é aceito e compartilhado com as companheiras e companheiros da Organização Resistência Libertária, que, com retidão ética, muita generosidade ao ensinar e muita vontade em aprender, tem estimulado o diálogo e a participação – dos indivíduos e organizações mais próximas aos indivíduos e organizações mais distantes -; dando uma contribuição imensurável à nossa ideologia anarquista e, especialmente, à nossa estratégia especifista.

Desde a terra de Palmares, saudamos, portanto, a Organização Resistência Libertária neste seu quinto aniversário, motivados não apenas pela alegria desta comemoração – embora esta não seja pouca – mas também, a partir da compreensão de que nossa luta é um processo contínuo, desejamos que cada aniversário seja revertido em ânimo para seguirmos juntos nessa caminhada.

Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares

 

Alagoas – Novembro de 2013

 

Saudação do Coletivo Anarquista Luta de Classes [CALC-Curitiba]

 

Curitiba, 13 de novembro de 2013.

Saúde aos 5 anos de luta e resistência da ORL!

Salve companheiros e companheiras da Organização Resistência Libertária!

É com muita alegria que nós, do Coletivo Anarquista Luta de Classes, os saudamos pelos árduos, mas construtivos, 5 anos de luta e resistência anarquista no Ceará. Por mais que a distância que nos separe seja grande, a nossa proximidade política à suprime. Temos em mente que nosso objetivo é o mesmo: superar o capital e acabar com toda forma de dominação. Esperamos sinceramente que o anarquismo social no Brasil continue à se fortalecer e isso não pode ser construído sem a solidariedade entre as organizações e companheiros/as anarquistas organizados. Sabendo que os/as companheiros/as da ORL acreditam e colocam em prática os princípios que são tão caros à nós, anarquistas organizados, tal como afirmam em sua carta de apresentação:

uma organização específica de anarquistas, resultante da livre vontade de indivíduos de unir e coordenar seus esforços de forma horizontal e autônoma, pautados na liberdade e na responsabilidade individual e coletiva, no apoio mútuo e na democracia direta, com a disposição de militar socialmente, visando contribuir para a construção de experiências de organização e de lutas sociais com perspectiva anti-capitalista

Isto por si só, e a consciência de que os/as companheiros/as colocam tais princípios em prática, já nos basta à ser totalmente solidários e à desejar estar junto em nossas lutas. Acreditamos, assim como a ORL, que este sistema de dominação e exploração não é sustentável, e utópico é quem não aceita o fim inevitável deste sistema.

Por fim, sabemos que estamos juntos hoje e esperamos que nossa unidade tenha vida longa, assim como a ORL! Que venham mais 5, 10, 15 anos!

Saúde à ORL!

Viva a CAB!

Viva o anarquismo organizado!

Coletivo Anarquista Luta de Classes CALC-CAB

 

Saudação da Federação Anarquista Gaúcha [FAG-Rio Grande do Sul]

ADESÃO FAG AOS 5 ANOS ORL

Nós da Federação Anarquista Gaúcha queremos saudar a ORL pelo seu aniversário de 5 anos e mandar a toda sua militância um caloroso abraço!

Para nós é significativo que 3 organizações que integram a CAB estejam de Aniversário em datas próximas (nós, vocês e a FARJ). Acreditamos, dessa forma, que é um momento importante de reafirmarmos nossa convicção e firmeza ideológica e nosso pertencimento a essa fraternidade libertária que é a CAB e que tem muito ainda a contribuir com a organização e luta das classes oprimidas.

Vivenciamos uma conjuntura importante nesse ano que passou, aprendemos muito e acredito que ainda temos muito a aprender, coletiva e organizadamente é claro. O ano que se aproxima, ano de Copa e de Eleições, nos parece ser um ano de recrudescimento da repressão, do aprofundamento das medidas de cerceamento das liberdades legais… Não podemos dizer que estamos às portas de uma ditadura. Trata-se de mecanismos que a democracia burguesa tem utilizado quando aumenta a indignação e a luta popular. Mas podemos dizer que o ano de 2013 foi um marco e tem nos indicado que entraremos em um novo período da luta de classes. Necessitamos ajustar nossas lentes e estar em dia com a análise da conjuntura para melhor nos situarmos politicamente. Acreditamos que é um bom momento para intensificarmos a propaganda Anarquista e consolidarmos o Anarquismo como uma referência que já é para muitos, mas que pode ser para muitos mais.

E vamos adiante companheirada!

Um forte abraço desde o Rio Grande do Sul, desde a militância da FAG e Não tá morto quem peleia!

Viva a ORL, Viva a Anarquia!!!

 

Saudação do Coletivo Anarquista Bandeira Negra [CABN-Santa Catarina]

SAUDAÇÃO À ORGANIZAÇÃO RESISTÊNCIA LIBERTÁRIA

Companheiras e companheiros,

O Coletivo Anarquista Bandeira Negra, de Santa Catarina, escreve esta saudação referente aos cinco anos de existência da Organização Resistência Libertária, de Fortaleza, Ceará.

Apesar da longa estrada que nos separa geograficamente, nos sentimos próximos por conta do trabalho incessante de construção do anarquismo com laços efetivamente solidários, classistas e inseridos nas lutas pela transformação social da realidade perversa que o capitalismo neodesenvolvimentista impõe ao povo sofrido das diferentes regiões do Brasil. Que por toda parte sigamos avançando juntos/as, ombro a ombro, na luta dos/as de baixo, criando o poder popular!

Desejamos às nossas irmãs e irmãos de classe e de ideologia muita força e rebeldia para as lutas e desafios que virão pela frente!

Lutar hoje e sempre!

Pelo Socialismo Libertário!

Vida longa à Organização Resistência Libertária!

 

Coletivo Anarquista Bandeira Negra

Santa Catarina, 13 de novembro de 2013.

 

Saudação da Federação Anarquista do Rio de Janeiro [FARJ-Rio de Janeiro]

Saudamos os compas da ORL pela coerência, perseverança e compromisso ético para lutar pelo socialismo e a liberdade. Nós consideramos Organização Irmã, com os desafios e punhos cerrados do anarquismo levantados em diferentes regiões do país.

José Oiticica vive exemplo de luta da ORL!

Viva o Anarquismo!

Viva a CAB!

Vida longa a ORL, até a batalha final!

Federação Anarquista do Rio de Janeiro

14 de novembro de 2013

 

Saudação da Organização Anarquista Socialismo Libertário [OASL-São Paulo]

Saudação da OASL aos 5 anos da ORL

Companheiras e companheiros da ORL,

Já se vão 5 anos daquele 2008, quando o anarquismo se rearticulava no Ceará e se fundava a Organização Resistência Libertária! Parece que foi ontem aquele debate cheio de pessoas interessadas e muito frutífero, realizado no momento de fundação da organização.

Como sabemos, esse esforço custou muito esforço e dedicação da militância. É sempre difícil organizar algo localmente quando não há uma geração precedente de militantes ou mesmo uma tradição recente de anarquismo. E vocês tiveram o mérito de, partindo de relações estabelecidas com outros estados, construir um processo sólido em Fortaleza, que vem estabelecendo raízes junto ao povo cearense. Avançaram nas discussões, fortaleceram o trabalho de base e a propaganda.

Fortaleza possui um caminho com o qual nos identificamos. Temos uma trajetória com alguma similaridade, pois, mesmo encontrando na FARJ certo referencial, tivemos de nos desenvolver localmente; tivemos de aprender a caminhar caminhando.

Sem dúvidas, desde sua fundação, a ORL tem construído trabalhos sólidos e aprofundado suas linhas ideológica e estratégica, dando continuidade a uma proposta coerente aos objetivos do anarquismo especifista.

Hoje, a ORL é uma organização chave da CAB, espaço que ajudou a conformar em 2012. Estamos orgulhosos que vocês estejam fortalecendo o anarquismo no nordeste e esperamos que esse esforço possa continuar nos próximos anos, com a mesma motivação que tem caracterizado esses cinco anos de luta.

Arriba l@s que luchan!

Lutar, criar, poder popular!

Organização Anarquista Socialismo Libertário – OASL

São Paulo, novembro de 2013

 

* Os seguintes grupos e individualidades também fizeram saudações à comemoração dos 5 anos da ORL: Coletivo Libertário Delmirense [COLIDE], Núcleo Anarquista Resistência Cabana [NARC], Coletivo Anarquista Ademir Fernando [CAAF], Carlão (Anti-quiprocó), Adelaide Gonçalves (UFC), José Ribamar (Professor da Rede Pública Estadual), Patrícia Ximenes (Psicóloga).

 

dez 012013
 

 

Saudação da Organização Resistência Libertária ao Ato de Fundação do

Núcleo Anarquista Resistência Cabana – NARC (Belém/PA)

 

Desde o Ceará,

A Organização Resistência Libertária saúda neste instante a Fundação do Núcleo Anarquista Resistência Cabana [NARC]. Nos últimos meses o nosso contato tem se fortalecido enormemente. A aliança Belém-Fortaleza, apesar de seu início repentino, dá mostras de qualidade e de dinamismo.

Recentemente, a presença dos vossos companheiros no IV Encontro do Anarquismo Especifista do Norte e Nordeste foi de justa sintonia com nosso debate. Foi essencial para compartilhar nossas concepções teóricas e nossa atuação social, mostrando que somos irmãos e irmãs de ideal.

É importante ainda ressaltar, que as irmãs e irmãos do NARC fazem parte do reavivar da luta anarquista em Belém, mas que se somam a construção e fortalecimento do Anarquismo Brasileiro, aliado há várias organizações irmãs unidas pela Coordenação Anarquista Brasileira. Estamos cientes que vocês, serão a partir de agora nosso espírito em Belém. Que a ética e confiança fortifiquem nossas relações, assim como tem marcado nossa prática política ombro a ombro com nosso povo.

 

VIVA AO NARC!

VIVA O FORTALECIMENTO DO ANARQUISMO BRASILEIRO!

VIVA A ANARQUIA!

 

Organização Resistência Libertária [ORL/CAB]

Fortaleza, 30 de novembro de 2013