nov 062013
 

A Coordenação Anarquista Brasileira [CAB] convida para a comemoração dos “5 Anos da Organização Resistência Libertária” e para a mesa-debate “O Anarquismo e sua contribuição para os Movimentos Sociais” com nossas Organizações no Nordeste. No debate estarão presentes além de Organizações Políticas da CAB, outras Organizações Especifistas do Nordeste e Norte do país, bem como inúmerxs libertárixs de Fortaleza e militantes dos Movimentos Sociais.

Debatedores:
Organização Resistência Libertária – ORL/CE
Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares – CAZP/AL
Coletivo Libertário Delmirense – COLIDE/AL
Coletivo Anarquista Núcleo Negro – NN/ PE

Convidados:
Coletivo Anarquista Ademir Fernando – CAAF/BA
Núcleo Anarquista Resistência Cabana – NARC/PA

É fortalecer o Anarquismo no Brasil!

Crescer nossa Bandeira!

nov 042013
 

No último dia 31 de outubro, nossas irmãs e irmãos do Paraná completaram 3 anos organizadxs pelo Coletivo Anarquista Luta de Classes (CALC/CAB). Abaixo publicamos a nota comemorativa dos 3 Anos da Organização.

Vivas ao CALC!

Vivas a CAB!

CALC: 3 ANOS DE LUTA POR SOCIALISMO E LIBERDADE!

Ontem, dia 31 de outubro, fez três anos do lançamento público do CALC (Coletivo Anarquista Luta de Classe). No dia 31 de outubro de 2010 lançávamos a carta de apresentação do CALC, veja aqui http://coletivoanarquistalutadeclasse.wordpress.com/2010/10/.

Desde o ano de 2008 vinhamos nos organizando para a revenda de materiais anarquistas na cidade de Curitiba. Todavia, vinhamos, internamente, debatendo a necessidade de organizar a incipiente militância do anarquismo que surgia nos movimentos sociais de Curitiba (em especial naquele momento no movimento estudantil e luta por moradia). Em 2010 afinados com a proposta do especifismo, apresentamos a militância local, nossa modesta proposta de organização. É sempre oportuno lembrar o apoio que recebemos das organizações que no momento compunham o FAO (Fórum do Anarquismo Organizado) e atualmente compõem a CAB (Coordenação Anarquista Brasileira), demonstrando na prática que a solidariedade é mais que “palavra dita”,  o apoio dos compas do então FAO, em especial da FARJ e FAG foram fundamentais para a consolidação da proposta orgânica do CALC.

Assim, publicamente, naquele 31 de outubro de 2010, firmávamos o que  objetivamos com nossa proposta: “(…)buscamos um retorno organizado às lutas sociais, esperando que outros companheiros e companheiras da cidade de Curitiba e do Paraná venham se juntar a nós. Assim, acreditamos que será possível retomarmos o caráter social e classista que o anarquismo sempre portou, pois se continuarmos desorganizados ideologicamente não constituiremos uma força política capaz de intervir na dinâmica das lutas sociais, o que só interessa aos nossos adversários e inimigos de classe.”

Podemos afirmar que inserimos o anarquismo organizado ao menos em parte das lutas sociais, desenvolvendo uma linha coletiva para atuação dos anarquistas, e de algum modo propiciando um veículo para o retorno dos anarquistas as lutas. Em nossos lugares de estudo, nos locais onde realizamos nossos trabalhos sociais comunitários e mesmo em alguns locais de trabalho temos organizado nosso, ainda pequeno, mas firme punho. Podemos afirmar que temos criado uma referência do anarquismo organizado nas lutas sociais de Curitiba, a exemplo da luta pelo transporte que tomou as ruas do país.

Sabemos que a muito a ser feito, mas parte do essencial temos a convicção que realizamos cotidianamente na medida em que nos mantemos organizados e ativos em meio as lutas do povo.

Esperamos que o nosso CALC possa durar o tempo necessário para que participemos da luta pela emancipação do povo explorado e assim derrotar o capital.

Em breve postaremos aqui no blog um texto fazendo um balanço destes três anos de existência do CALC.

Viva o CALC!

Viva a CAB!

Lutar, criar, Poder Popular!!!

CALC 01 de Outubro de 2013.

jun 182012
 

 

Nos dias 8, 9 e 10 de junho de 2012, realizou-se no Rio de Janeiro o Congresso da Coordenação Anarquista Brasileira (CONCAB), reunindo no Rio de Janeiro as delegações das nove organizações que compõem a CAB, outros grupos e individualidades do país e organizações internacionais.

Em três dias intensos de atividades, o I CONCAB discutiu e formalizou as adesões das novas organizações, realizou discussões de conjuntura e programa mínimo e realizou um debate e um ato público. Esse evento marca uma mudança de organicidade do antigo Fórum do Anarquismo Organizado (FAO) que, com a CAB, marca mais um passo na construção de uma organização anarquista nacional de matriz especifista.

Veja a produção congressual da Coordenação Anarquista Brasileira e as contribuições das organizações para o I CONCAB:

 

Continue reading »

abr 262012
 

“Eles não querem só minha morte. Eles querem o meu silêncio”:

MUMIA ABU-JAMAL, UMA HISTÓRIA DE RESISTÊNCIA E LUTA PELA LIBERTAÇÃO


“Eles levaram embora tudo o que você tem/E o que restou, eles ainda não podem dobrar/Fazê-lo culpado foi o trajeto deles […]/Trinta anos se passaram/No corredor da morte, nós nunca soubemos/Nada sobre o peso/Que você teve de carregar enquanto cresceu.”*

Mumia Abu-Jamal (pseudônimo de Wesley Cook) é um jornalista radical afro-americano e ex-integrante dos Panteras Negras, movimento anti-racista atuante nos Estados Unidos nas décadas de 1960 e 70. Mumia, como é amplamente conhecido no mundo inteiro, se destacou nos EUA pela sua atuação como militante negro anti-racista, denunciando as crueldades que sofrem os negros (em particular) e as pessoas mais pobres sob o capitalismo. Tornou-se jornalista na Filadélfia e ficou popular com o seu programa de rádio “A voz dos sem-voz”, fazendo um tipo de jornalismo radical, crítico e de denúncia da violência policial – particularmente as de natureza racista – e os dramas diários da população pobre dos Estados Unidos. Pela sua militância, iniciada aos 14 anos de idade, Mumia foi várias vezes perseguido e ameaçado por policiais, autoridades locais e pelos poderosos.

Continue reading »

abr 262012
 

 

[Brasil] Em Fortaleza (Ceará), manifestantes exigem libertação de Mumia Abu-Jamal

Ocorreu em Fortaleza, pela manhã e tarde de ontem (24), um ato público pela libertação do jornalista radical afro-americano Mumia Abu-Jamal. Pela manhã a intervenção aconteceu próximo ao Centro da cidade, em frente ao Instituto Brasil Estados Unidos (IBEU), local reconhecido pelo governo americano como promotor da cultura dos EUA no Ceará.

No decorrer da manifestação foi realizada uma oficina de confecção de cartazes, que foram fixados nos muros do IBEU e em frente ao local, onde os manifestantes ficaram por algumas horas em vigília. Algumas das frases contidas nos cartazes dos manifestantes e entoadas como palavras de ordem: “Libertar Abu-Jamal e destruir o capital!”, “Milhões por Mumia!”, “Abolição da pena de morte!”, “Free Mumia”, “Pela libertação de todos os presos políticos!”. No mesmo local, os manifestantes distribuíram panfletos para os passantes, com um texto denunciando as injustiças no processo de Mumia e contando sua história de mais de trinta anos de luta e resistência. Foram apresentadas músicas em homenagem a Jamal, em voz e violão.

Pela tarde, os manifestantes se dirigiram em caminhada até a Agência Consular Americana em Fortaleza, há alguns quilômetros do IBEU, a fim de entregar uma carta denúncia à Agente Consular norte-americana responsável, mas ela não se encontrava no local.

A carta conta com assinatura de movimentos, organizações e grupos, e pede a libertação imediata de Mumia, abolição da pena de morte e fim do encarceramento em massa.

Esta manifestação ocorreu no dia do aniversário de 58 anos de Mumia Abu-Jamal, e faz parte da campanha mundial de solidariedade e pela sua libertação.

 

Henrique Buenaventura Raskólnikov

 

abr 172012
 

 

CARTA DE SAUDAÇÃO PELA COMEMORAÇÃO DOS 10 ANOS DE HISTÓRIA E LUTA DO COLETIVO ANARQUISTA ZUMBI DOS PALMARES (CAZP) – ALAGOAS

Nos próximos dias 13 e 14 de abril o Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares (CAZP) comemora dez anos de história! Para nós da Organização Resistência Libertária (ORL) isso é motivo de muita alegria e comemoração. É um momento de afirmação da memória de luta construída por uma organização irmã, que compartilha conosco uma militância libertária há alguns anos, mantendo relações de solidariedade e troca de experiências militantes. Saber que uma organização anarquista próxima a nossa, no campo do pensamento e da ação, está completando uma década de história é algo que nos dá muita força para seguirmos em frente; anima-nos a continuar nossa caminhada de luta rumo aos socialismo libertário, empunhando nossa bandeira vermelha e negra.

Não são dez anos apenas de simples existência. Sabemos que são dez anos de uma existência marcada por muita luta, por muita militância, no terreno das lutas sociais de nosso tempo, em meios aos movimentos sociais e populares. Compartilhamos com o CAZP a atuação militante em uma região mais ao norte do Brasil, denominada como “Nordeste”, onde temos especificidades históricas e um contexto social com características distintas de outras regiões, o que marca certas diferenças em relação a outras partes do Brasil. Por esse motivo, temos uma afinidade específica com o CAZP, além de nossa proximidade ideológica. Não significa que esse tipo de proximidade implica um isolamento das organizações anarquistas de certas regiões em relação às organizações em outras partes. Significa sim o reconhecimento de especificidades de lutas regionais e locais, o que merece um olhar diferenciado e uma análise e atuação também diferenciadas. É preciso que fortaleçamos os laços entre os grupos numa escala local, regional, e também nacional, se quisermos melhor entender os desafios das lutas sociais atuais e se quisermos desenvolver uma militância mais próxima da realidade em que vivemos. O diálogo entre nossas organizações tem se estreitado bastante nos últimos anos, fato este, que sem dúvida, propiciou e está prociando um debate teórico e estratégico em nossa região. Junto aos compas de Pernambuco e do sertão alagoano seguiremos firme no avanço de nossa ideologia, reafirmando o Especifismo em nosso meio e em auxílio a novas organizações. É fazer avançar a construção da Cordenação Nacional no norte desse país, e estamos firmementes empenhados e ao lado de vossa militância.

Ao longo desses anos o CAZP tem construído sua história de luta e resistência ao lado dos oprimidos e explorados em seu local de atuação, especialmente em Alagoas, evocando em seu nome a memória de Zumbi dos Palmares, personagem símbolo da luta contra a escravidão negra, que faz parte de um importante capítulo da história do Brasil. A história de luta do CAZP deve ser reconhecida por todos nós que acompanhamos sua trajetória desde alguns anos. Mas também é algo a ser reconhecido para além do campo do anarquismo, em meios às organizações populares, especialmente aquelas com as quais o CAZP tem caminhando mais de perto. Esse reconhecimento se deve a dedicação militante, a perseverança e o compromisso, em meio a tantas dificuldades que sabemos passarem todos e todas que lutam por um mundo novo, livre da exploração e da dominação, livre do capitalismo e do estado.

Saudamos os dez anos do CAZP com entusiasmo! Se for necessário, que venham mais dez anos de luta companheiros! Que venha o tempo que for necessário para destruirmos essa sociedade de miséria, prisão e sofrimento, para construirmos um mundo novo, baseado na solidariedade, igualdade e liberdade.

Viva o CAZP!

Viva o Anarquismo Organizado!

Pelo Socialismo Libertário!

Organização Resistência Libertária [ORL]

Fortaleza – Ceará/Brasil, 13 de Abril de 2012

 

abr 092012
 

FORTALECER REGIONALMENTE O ANARQUISMO

DECLARAÇÃO DO II ENCONTRO DO ANARQUISMO ESPECIFISTA DO NORDESTE

Está dado mais um passo no avanço do Anarquismo Especifista no Nordeste do Brasil. Reunidos em Recife, nos empenhamos em aprofundar o debate sobre o especifismo e estruturação dos agrupamentos políticos em nossa região, com vistas ao nosso fortalecimento e consolidação.

Compreendemos que o especifismo está para além de um simples modelo organizativo e significa também o início de uma construção teórica própria dentro do anarquismo. Mesmo que hoje ainda não exista em nosso interior uma teoria comum, já possuímos uma prática política próxima, a qual certamente terá influencia em nosso desenvolvimento teórico unitário.

Dialogamos com clássicos, a exemplo de Bakunin e Malatesta, bem como com a experiência mais recente desenvolvida pelos camaradas da Federação Anarquista Uruguaia (FAU) desde a década de 1950. E, assim, procuramos avançar em construir elementos para nossas formulações próprias em termos teóricos e organizativos a fim de aperfeiçoar nossa prática política e fincar as raízes de nossa ideologia.

Neste desafio, destacamos a importância da minoria ativa como princípio do especifismo. Ou seja, de o anarquismo se articular cada vez mais para fermentar as lutas no seio dos movimentos sociais, visando a construção de posturas mais combativas e horizontais. Em uma expressão: criar um povo forte.

Na luta pela construção do poder popular, assumimos o “poder” enquanto a capacidade de fazer e não a possibilidade de oprimir. É preciso fazer a dissociação entre as noções de “poder” e “domínio”, entendendo domínio como a atitude de usar a força do povo contra ele próprio. Esta concepção é resultado de nossa ideologia e teoria; e influencia nossa estratégia.

Atentos à necessidade de consolidação e expansão do especifismo, nosso encontro faz parte do esforço histórico de alinhamento regional para fortalecer a coordenação nacional das lutas. Neste espírito, saudamos o Fórum do Anarquismo Organizado e outras organizações especifistas na batalha por construir a Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), a ser fundada em junho deste ano.

LUTA, CRIAR, PODER POPULAR!

VIVA A ANARQUIA!

Assinam esta declaração:

– Coletivo Anarquista Núcleo Negro (NN) – Pernambuco

– Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares (CAZP) – Alagoas

– Coletivo Libertário Delmirense (COLIDE) – Alagoas

– Organização Resistência Libertária (ORL) – Ceará

Reunidos no II Encontro do Anarquismo Especifista do Nordeste

Recife – Pernambuco, nos dias 06, 07 e 08 de abril de 2012


abr 012012
 

A Organização Resistência Libertária convida a todxs xs companheirxs de luta para o Congresso de 10 Anos do Fórum do Anarquismo Organizado (FAO), que se realizará nos dias 9 e 10 de Junho no Rio de Janeiro.

O Congresso tem como ponto central realizar o debate entre as Organizações Anarquistas do Brasil e dar conhecimento a todos os lutadores do povo da criação da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), que organizará a militância anarquista no território nacional. A ORL, como organização irmã de todas as outras que compõe o FAO, estará presente e tomará assento nas discussões.

PELO AVANÇO DO ANARQUISMO ORGANIZADO BRASILEIRO!

PELA COORDENAÇÃO ANARQUISTA BRASILEIRA!

CONSTRUIR UM POVO FORTE!

 

dez 182011
 

 

 

Saiu a edição n. 27 do jornal do FAO (Fórum do Anarquismo Organizado). Nesta edição há uma breve análise de conjuntura da política do governo Dilma e da Dívida Pública, das lutas sindicais, mega-eventos e plano estratégico de seguraça das elites, além de posição do Fórum sobre a recém aprovada Comissão da Verdade.

 

nov 062011
 

 

 

O ANARQUISMO ESPECIFISTA NO NORDESTE DO BRASIL

 

A História do Anarquismo no Nordeste não é tão recente quanto se pensa. A participação e influência da militância anarquista nesta região, que hoje conhecemos como Nordeste do Brasil, pode ser facilmente notada na imprensa e nas diversas associações de trabalhadores desde o começo do século passado, quando o Anarquismo contava com forte enraizamento nas lutas e mantinha firme seu vetor social. Trazer à luz tal História deve ser uma de nossas tarefas, pelo aprendizado adquirido com o conhecimento das experiências de outrora, como forma de respeito à memória de companheiros e companheiras que tanto fizeram junto aos oprimidos e explorados dessas terras e pela própria ideologia que reivindicamos.

O Capitalismo, sistema de organização e dominação social alicerçado na exploração e opressão das classes trabalhadoras, longe de caminhar evolutivamente para sua própria destruição ou ser engolido por suas próprias crises, como advogaram muitos teóricos da tradição socialista autoritária, avança vencendo essas mesmas crises, reorganizando suas contradições e (re)modelando formas de opressão e restrição da liberdade. Isso nos faz acreditar que não podemos esperar o capitalismo cair por si só, muito menos adotar uma postura apenas de resistência aos efeitos das tensões pelas quais passa o mundo do capital e suas instituições. Faz-nos acreditar que, antes de tudo, é urgente a necessidade dos trabalhadores contra-atacarem às classes privilegiadas e sua instituição mantenedora da miséria, o Estado. Para isso, urge novamente a vital organização do nosso povo, com a firme disposição de enfrentamento aos patrões e governos.

 

 

Continue reading »