dez 082016
 

 

CARTA PÚBLICA DE COMEMORAÇÃO DOS 8 ANOS DA ORGANIZAÇÃO RESISTÊNCIA LIBERTÁRIA

A Organização Resitência Libertária está completando mais um ano de existência na sociedade predatória do capitalismo, ou seja, mais um ano de RESISTÊNCIA, e não de qualquer resistência, resistência libertária! Uma luta rebelde pela libertação de todos os autoritarísmos e demais opressões/dominações sistêmicas. Com este, são 8 anos dizendo basta ao machismo, ao racismo, às LGBTT fobías, à discriminação com os povos originários e a exploração da classe dominante ao povo pobre.

Temos ciência que os próximos anos  não serão passivos, como este também não o foi. Diante dos ataques aos direitos do povo oprimido, dos cortes orçamentários e do projeto monstruoso neoliberal que instalou-se no brasil; e ainda em razão de uma “esquerda” que vendeu-se completamente, que girou todos os seus esforços para a política eleitoreira e que colocou o povo em uma passividade diante da falsa representatividade democrática, a palavra resistência adquire um significado mais que especial. Mais do que nunca a palavra estará na ordem do dia, e é nossa tarefa fazer da palavra uma ação, como a tradição anarquista nos ensina. Se sempre foi hora de luta, nesse presente contexto é mais que evidênte. Sempre lutaremos lado a lado dos de baixo, seguiremos caminhando mesmo que à passos modestos no caminho cada vez mais perto do real poder popular, criando um povo forte rumo à revolução social. Seguiremos sempre fiéis aos nossos príncipios, aos nossos valores, pois apesar de não serem dogmas ou verdades absolutas, continuamos a acreditar em nossa ética libertária, que é do suor de nossas próprias mãos que nascerá um mundo de igualdade, de liberdade e de fraternidade.

Recordaremos com orgulho do dia 8 de dezembro de 2008, na abertura do I Encontro Libertário: Anarquismo e Movimentos Sociais, quando a Organização Resistência Libertária lia seu Manifesto de Criação. A partir daí foi palco de deiversos sonhos, de diversos rostos, e cada um deles foram fermento impulsionador de outros sonhos, de novas pilastras fincadas. Agradecemos aos velhos e novos rostos, aos apoiadores que cada um do seu jeito fizeram parte de nossa história.

Agradecemos aos companheiros e companheiras da Coordenação Anarquista Brasileira ao qual compartilhamos nosso projeto político de transformação social. A ORL agradece as organizações-irmãs, nomeadamente: Federação Anarquista Gaúcha (FAG/RS), Rusga Libertária (RL/MT), Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ/RJ), Federação Anarquista dos Palmares (FARPA/AL), Coletivo Anarquista Luta de Classes (CALC/PR), Organização Anarquista Socialista Libertário (OASL/SP), Coletivo Anarquista Bandeira Negra (CABN/SC), Federação Anarquista Cabana (FACA/PA), Coletivo Mineiro Popular Anarquista (COMPA), ao Fórum Anarquista Especifista da Bahia (FAE/BA), Organização Anarquista Maria Iêda (OAMI/PE) e da Organização Anarquista Zabelê (OAZ/PI).

Agradecimentos especiais ao Movimento Social FOME de Sobral, pela ótima convivência e companheirismo durante todos esses anos.

Coragem para lutar,

Coragem para vencer,

Ousar, lutar,

Criar o Poder Popular!

 

Organização Resistência Libertária

08 de dezembro de 2016

maio 152016
 

No dia 17 de maio, movimentos sociais, coletivos e organizações politicas lembram o dia internacional de luta contra a homofobia. Nós, anarquistas militantes da Organização Resistência Libertária, bissexuais e heterossexuais, traremos nossas contribuições para a luta contra as persistentes violações de Direitos Humanos de pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais e pela diversidade sexual.

Dia 16/05 (segunda), na Casa Feminista Nazaré Flor, exibiremos o filme Orgulho e Esperança, seguindo com uma roda de conversa sobre anarquismo e diversidade sexual!

SINOPSE: No ano de 1984, Margaret Tatcher está no poder e os mineiros estão em greve. Depois do orgulho gay chegar em Londres, um grupo de ativistas gays e lésbicas decide arrecadar dinheiro para enviar às famílias dos mineiros. Mas a União Nacional dos Mineiros parece um pouco constrangida em receber esta ajuda. Os ativistas não perdem o ânimo, decidem entregar a doação pessoalmente e partem em direção ao País de Gales. Assim começa a história improvável de dois grupos que não tinham nenhuma relação, mas se uniram em prol de uma causa

TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=pcDP3mNtjvw

Vamos todxs!!!

lgbt

maio 062016
 

maternidade

Questionando a relação de maternidade, transformando as relações sociais

 É preciso de uma tribo inteira para educar uma criança.

Provérbio africano

Mesmo que muitas mulheres não sejam mães, isso não exime nenhuma mulher (e nenhum homem) socialista e libertária de debater o tema da maternidade sob o viés feminista e de forma crítica para a construção de nossas organizações políticas e de um projeto de transformação da sociedade. Como esse tema é muito abrangente e complexo, este texto se propõe a pontuar alguns tópicos para se tentar construir uma nova postura diária diante das mulheres-mães que se tem contato, seja de forma rotineira ou esporádica, valendo essas reflexões para todos e todas que se interessam pelo tema e por construir relações mais solidárias e libertárias com as mulheres que são mães.

Iniciando a discussão a nível de Estado, embora algumas (insuficientes) políticas públicas reconheçam e atendam às necessidades de gestantes e puérperas, muito ainda precisa ser feito.O Estado e o patriarcado violentam as mulheres de forma sistemática, não só não atendendo suas necessidades típicas do feminino na saúde, educação, segurança e transporte, mas tirando direitos e criminalizando mulheres, principalmente as negras, quando se tenta resistir às opressões da máquina.

Atualmente, assistimos indignadas à culpabilização das mulheres em virtude do nascimento de crianças com microcefalia.  Sabemos que o zica vírus é transmitido e se perpetua por falhas em políticas públicas de saneamento básico e saúde, entre outras. Ao invés de garantir as condições de saúde pública para o desenvolvimento das pessoas, nesse caso, o Estado territorializa o corpo e a vida das mulheres, culpando-as por contrair o zica vírus. Junte-se a isso o abandono dos pais e do próprio Estado através do não-fornecimento de políticas públicas, trazendo à tona a discussão inadiável da descriminalização do aborto, de tonar a maternidade uma escolha e não algo compulsório.

A conjuntura há muito é de ataque aos nossos direitos e às nossas vidas. Exemplos disso são a criminalização do aborto, o estatuto do nascituro, pouco atendimento diferenciado na saúde (física e mental) para mulheres, carência na proteção à mulher (e principalmente às negras) contra a violência doméstica, ausência do feminismo como assunto a ser abordado nas escolas e, em alguns Estados, há inclusive uma proibição expressa nesse sentido, dentre tantos outros!

A nível de relações cotidianas e no campo simbólico, a romantização da maternidade é um mecanismo machista e patriarcal de naturalizar e perpetuar a sobrecarga de trabalho sobre as mães. Decorrente dessa romantização surge a CONIVENTE E CONVENIENTE figura do “pai quando dá”. É possível facilmente constatar variados casos de relações em que o pai é ausente e só faz o papel de cuidador quando quer, ou ainda quando usa a criança como chantagem para se aproximar da mãe, quando a responsabilidade com a criança é só da mãe, mesmo se dividirem o mesmo espaço etc. Vivenciamos ou presenciamos diversos casos e relatos de mulheres, casadas ou não, que trabalham, vão buscar as crianças na escola e fazem tudo dentro de casa, e o pai é ausente nas atividades do dia a dia.

O “pai quando dᔓ(…) infelizmente não percebe [ou simplesmente não se importa] que o preço de sua liberdade e de sua mobilidade se faz à custa da territorialização da mulher e do tempo feminino. E que todas as vezes que ele sai pela rua sozinho, caminhando com as suas próprias pernas, é porque tem uma mulher que está fazendo o trabalho de cuidado de seu(sua) filho(a)” (Camila Fernandes).

Atrelado à territorialização da mulher e do tempo feminino, acaba por sobrar pouco (nenhum) tempo e espaço para a mulher curtir o ócio, o lazer, o trabalho, uma leitura, um hobby, um sonho ou o que quer que seja sem os/as filhos/as. Acaba também que a necessidade psicológica (fundamental!) de que as mulheres-mães tenham condições de encarar um processo de autoconhecimento, de reflexão sobre si mesmas, de cuidado de sie empoderamento coletivo fica relegado para …. DEPOIS (nunca). Resultado: muitas mulheres frustradas e deprimidas, mas se perguntando “por quê?”.

Segundo Maria José, psiquiatra do Coletivo Feminino Plural, “as mulheres casadas que têm mais de três filhos, isso é um risco para a saúde mental. Porque são elas que fazem tudo, cuidam da casa, criam as crianças sozinhas, são elas que abortam, elas que gerenciam a casa. Quando chegam do trabalho, se forem pobres, vão ter que fazer de novo tudo que fizeram na casa da patroa […]. É uma sobrecarga que não termina nunca. Então, o casamento é um risco para a vida das mulheres. Infelizmente, essa é a realidade. Porque aumenta demais a sobrecarga de trabalho”.

Do outro lado da romantização da maternidade, um outro mecanismo de violência sobre as mulheres é a exclusiva culpabilizaçãoda sociedade sobre ela por engravidar, o que se torna um grande tormento psicológico proveniente dos olhares de julgamento em cima da mulher (mais ainda quando é preta e pobre), além da falta de cuidado, da grande carência na gentileza e acolhimento a essas mulheres nos espaços públicos e dos insultos contínuos que a sociedade e(muitas vezes) a família reforçam e descarregam. Nada mais humilhante do que as palavras “Quem pariu que crie”, “abriu as pernas agora vai ter”, “é obrigação sua criar”, “quem mandou não se prevenir?!”.  Estes e outros insultos pesam para que a mulher carregue a culpa de ser mãe para o resto da vida. E ainda acreditando no romantismo da maternidade, a mãe sente que tem que aceitar tudo isso calada e sem rebater.

Diante desse quadro desolador, principalmente para as mães negras e pobres, é necessário um conjunto de ações que rompam com esses dispositivos (reais e simbólicos) do poder machista e patriarcal. A começar pelo conselho: “mais do que questionar, aproveite a oportunidade para auxiliar, para por em prática sua gentileza, seja puxando um carrinho no mercado enquanto a mãe segura o filho no colo, seja dando o lugar na fila”. (Mariana).

Também temos necessidade de progressivamente desromantizar a maternidade, como uma forma de mostrar que não só a mulher tem a obrigação de cuidar ou de ocupar todo o seu tempo nesta função.  Não falamos aqui em deixar de cuidar do filho ou da filha, mas de dividir as responsabilidades, garantindo que a mãe possa dar continuidade a seus planos de vida. Portanto, que apareçam nos discursos cotidianos e em nossas ações o incômodo e o desconforto do privilégio do “pai quando dá” – que pode ser um amigo, um colega, um familiar.

Também incentivamos a prática libertária de comuna e de responsabilidade coletiva pela socialização e criação das crianças. Buscar formas de dividir responsabilidades e multiplicar a educação das crianças é uma das maneiras mais potentes de empoderar as mulheres na luta feminista! Daí as organizações políticas, os movimentos sociais e coletivos precisarem estar atentos para as mulheres-mães que frequentam seus espaços e constroem a luta. É fundamental reconhecer que o simples fato de essa mãe estar levando sua criança para um espaço de esquerda já é uma contribuição para o fortalecimento das lutas e para a construção de uma sociedade mais justa, a partir da educação de crianças em espaços com cultura libertária.

E aqui, nós, que organizamos espaços coletivos e libertários, precisamos estar atentas: “ao se aproximar de ambientes e coletivos feministas, sejam eles presenciais ou não, a mulher precisa se sentir acolhida, segura e representada. Com a mãe não é diferente. Mas estar em um lugar onde há muita antipatia com a sua condição de mãe não é lá muito legal. Agora imaginem um ambiente feminista que não é acolhedor para uma criança. Se não acolhe a criança, logo não vai acolher a mãe”(Adauana Campos). Por isso que é tão valioso que as organizações políticas e os movimentos sociais incluam as mães em sua agenda e na sua estrutura e disposição política de se fazer movimento.

Por fim, gostaríamos de terminar o texto com a importância da desobediência para nossas crianças – tema tão caro para nós, anarquistas! Não se trata aqui da rebeldia sem causa, mas da consciência de se estar sofrendo uma injustiça e da raiva decorrente disso bem direcionada e expressa. Não se trata só de desobedecer, mas de saber quando e como desobedecer! E que ato de coragem e ousadia é se nossas mães-amigas libertárias estimularem nossas crianças a despertarem suas capacidades críticas a isso – ainda mais diante delas mesmas ou de outras figuras de “autoridade”!

“Na verdade, quanto mais permitimos que o outro siga a sua própria vontade e criamos um ambiente de condições favoráveis e saudáveis para que isso ocorra, mais respeito conquistamos nessa relação e, de lambuja, contribuímos para quebrar esse ciclo autoritário, competitivo e dominador que impera em nosso contexto social.As pessoas mais criativas e que surpreendem nesse mundo são as que aprenderam que é preciso desobedecer. Quando aprendemos a desobedecer, (re)descobrimos o prazer da vida, aquela felicidade genuína da infância e passamos a obedecer (aí sim), a nós mesmos, ao nosso coração.” (Bruna Gomes)

Referências

Camila Fernandes:

http://www.geledes.org.br/pai-quando-da/?fb_ref=4725e72374f240998357609a68798cbf-Facebook

Adauana Campos:

https://www.facebook.com/ogatoeodiabo/photos/a.189948551181226.1073741826.189944834514931/523383297837748/?type=3&theater

Julia Harger:

https://temosquefalarsobreisso.wordpress.com/2015/11/22/desconstruir-a-maternidade-romantica-e-nosso-papel/

Maria José:

http://www.geledes.org.br/o-casamento-e-um-risco-para-a-vida-das-mulheres-diz-medica-especialista-em-saude-mental-feminina/#ixzz44LrTTyRk

Bruna Gomes:

http://brincandoporai.com.br/a-importancia-da-desobediencia/

Mariana:

http://porumavidadeverdade.com/eu-mae-solo-de-tres-puerpera-longe-da-familia-e-feliz/

Baixe esse arquivo na versão do Boletim Opinião Anarquista – Divulgue a Imprensa Libertária [ORL]

 

dez 192015
 

Carta Pública de Comemoração dos 7 anos da Organização Resistência Libertária

 

 

Companheiras e companheiros de caminhada nesta luta por igualdade e liberdade,

 

Nossa Organização completou 7 anos de atividade política e pública. Aos olhos de muitos, esse é um tempo pequeno diante da caminhada pela liberdade. Aos nossos olhos, esse tempo modesto tem amplo significado, tanto para nossas vidas como para a experiência de luta do anarquismo neste estado.

 

Em meados de 2007, a recente experiência de luta de muitos/as estudantes secundaristas e universitários/as se unia a experiência organizativa de muitos/as militantes anarquistas que há longos anos movimentava a luta libertária nestas terras cearenses. Naquele cenário, de aliança de militâncias jovens e de uma militância mais experiente e ideológica, prosperou a fraternidade necessária e a vontade de fazer crescer um coletivo independente das forças políticas existentes até ali, que a nosso ver representavam um prejuízo aos movimentos sociais, retirando-lhes potência e ação.

 

Foi exatamente um ano o tempo necessário para nossa constituição como corpo político. Aos 8 de dezembro de 2008, na abertura do I Encontro Libertário: Anarquismo e Movimentos Sociais (em Fortaleza), a Organização Resistência Libertária lia seu Manifesto de Criação. Esse processo, de um ano de discussão interna, teve uma importância decisiva em nossa organização. Nesse tempo, dezenas de discussões políticas e muitos/as militantes se revezaram na difícil tarefa de diálogo e construção de laços de uma unidade possível e fazer crescer nossa militância.

 

A experiência da luta do anarquismo cearense, sobretudo naquela história recente, era tributária de muita luta, mas pouquíssima organização entre os/as anarquistas. Era uma intensa atividade política, mas entre nós nos entendíamos pouco e isso era refletido também em nossas ações, condenando-nos a atividades pontuais e de pouco alcance. A necessidade de uma maior organização entre os anarquistas era cada vez mais evidente. E começávamos a entender, com muito esforço, e aliado a muitas companheiras e companheiros anarquistas deste país, que nosso limite estava ali. Ou dávamos um passo à frente e construíamos laços mais orgânicos e que nos impulsionariam a crescer politicamente, ou então, como já tinha acontecido dezenas de vezes em anos anteriores, estaríamos condenados a inanição política como coletivo ou a mera ação individualizada, que já havia se mostrado estéril politicamente.

 

Aqui queremos dar um registro especial a todas e todos que construíram a ORL. Ainda que muitos fundadores e fundadoras não estejam mais conosco organicamente, registramos a importância de cada um de vocês. É preciso não ter dúvidas. Foi cada palavra, cada conflito e cada calma, cada gesto, de todo/as, que fazem esse texto ser lido agora. Aqui está a Organização Política que vocês ajudaram a construir. Aqui está, com novos rostos, e depois de muitas sementes, a vossa plantação. Somos nós que, entendendo os motivos de cada militante que precisou se afastar por um curto ou largo período, manifestamo-nos diariamente na manutenção do sonho que certamente temos em conjunto. Importante também fazer um registro dos/as apoiadores/as que, mesmo nunca tendo feito parte orgânica da do nosso grupo, foram sem dúvidas de inteiro companheirismo desde primeira hora. A Organização também é resultado do apoio de vocês, foram também decisivos em cada momento.

 

É preciso também dizer que nossa história não é triunfalista. Recusamos o típico discurso das organizações políticas que comemoram novos ciclos apenas a cantar vitórias e ações revolucionárias. Nossa história não é bela e nem feia. Ela foi, dentre as muitas possibilidades de ação, construída coletivamente, a partir da força, dos medos, da radicalidade, dos anseios… de cada um de nós que, compartilhando ações com mais um mundo de lutadores sociais intentamos projetar novos mundos. É preciso ter coragem, sob tantos os ângulos, para afirmar nossos acertos e principalmente nossos erros. Foram muitos destes erros que nos fizeram amadurecer e prosseguir, dirimindo traumas e construindo um espírito de luta coerente com nossa caminhada.

 

Foi no terreno da luta social, da difícil luta militante, de muito trabalho e pouco sono, que pudemos semear nosso sonho libertário. É na peleja com muitos lutadores que nos criamos. Na militância estudantil, indígena, comunitária, sindical… aprendemos com a prática aquilo que já pensávamos no plano teórico. Juntos com a militância dos/das companheiros/as do Movimento de Luta em Defesa da Moradia (MLDM) e, mais recentemente, do Movimento Social FOME (Sobral), do Movimento Passe Livre (MPL), do Movimento de Oposição Sindical (MOS) e na Biblioteca Social Plebeu Gabinete de Leitura, temos se construído como militantes, aprendendo com cada um e cada uma, renovando diariamente nossas ideias de transformação social.

 

No plano político, mais orgânico, é preciso reconhecer de início a forte influência que tivemos da Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ). Foram nossos/as primeiros/as companheiros/as de leitura e concepção de projeto revolucionário, participando diretamente da nossa formação. Saudamos também em nome de todas as organizações irmãs, a Federação Anarquista dos Palmares (FARPA), também irmãos e irmãs de primeira hora, desde 2008, e por todo o esforço com que tem trabalhado em conjunto conosco pela construção do anarquismo no Norte e Nordeste desse país. Internacionalmente, nossas relações com a Federação Anarquista Uruguaia (FAU) não poderá jamais ser esquecida, pelas elaborações teóricas e pela experiência de luta compartilhada nos últimos 5 anos.

 

É preciso afirmar também nosso imenso crescimento político com a construção da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), que desde 2012 tem reunido organizações irmãs de diversas partes deste país, tentando criar um projeto de transformação social construído pelos “de baixo” e em sintonia com nossas princípios e práticas militantes. Que cada militante, de cada organização irmã, sinta um forte abraço de cada um de nós. É com vocês que criamos nosso projeto e é com vocês que nosso projeto avançará. Vocês são nossa bandeira tremulando em cada território saqueado desse país, vocês são nossa esperança de resistência e luta.

 

A Organização Resistência Libertária agradece a fraternidade de todas as organizações-irmãs, nomeadamente: Federação Anarquista Gaúcha (FAG/RS), Rusga Libertária (RL/MT), Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ/RJ), Federação Anarquista dos Palmares (FARPA/AL), Coletivo Anarquista Luta de Classes (CALC/PR), Organização Anarquista Socialista Libertário (OASL/SP), Coletivo Anarquista Bandeira Negra (CABN/SC), Federação Anarquista Cabana (FACA/PA) e, mais recentemente, do Fórum Especifista da Bahia (FAE/BA), da Organização Anarquista Maria Iêda (OAMI/PE) e da Organização Anarquista Zabelê (OAZ/PI). De pé e em luta, sempre!

 

Fazer crescer a bandeira negra!

 

Vivas a Organização Resistência Libertária!

 

Lutar, Criar, Poder Popular!

 

 

Organização Resistência Libertária

 

19 de dezembro de 2015

 

set 202015
 

Declaração do I Seminário de Gênero
“Mulheres do Gueto lutam sem medo”

Nós, mulheres da Organização Resistência Libertária, integrante da Coordenação Anarquista Brasileira, e nós mulheres do Movimento Social FOME, reunidas no I Seminário de Gênero intitulado “Mulheres do Gueto que Lutam sem Medo”, afirmamos nossa disposição de enfrentamento a todas as formas de violência contra a mulher: física, sexual, simbólica, psicológica e patrimonial. Quer seja violência doméstica, institucional, nos movimentos sociais e em organizações políticas.

Afirmamos que permaneceremos unidas na luta por igualdade de direitos sociais e pela livre expressão da nossa sexualidade. Permaneceremos cotidianamente em nossos espaços de atuação construindo a emancipação das mulheres. Sabemos que nossa classe só será livre quando nós, mulheres, formos livres. E essa verdadeira liberdade só poderá existir em uma sociedade socialista, em que não sejamos obrigadas a vender nossa força de trabalho.

Aqui, da periferia urbana, aproveitamos o espaço para declarar solidariedade à luta das mulheres camponesas, indígenas, quilombolas e de outras periferias. Declaramos solidariedade à luta das mulheres zapatistas, no México, e à luta das mulheres Curdas, no Oriente Médio.

Assim, nos propomos a enraizar o feminismo pelo Ceará, pelo Nordeste, pelo Brasil e pelo mundo.

Construir mulheres fortes!

Construir um povo forte!

 

Terrenos Novos – Sobral

19 de setembro de 2015

 

 

set 182015
 

I SEMINÁRIO DE GÊNERO “Mulheres do Gueto que LUTAM sem Medo”

Somos mulheres do gueto, resistentes, guerreiras e feministas. Estamos em luta por nossa autonomia, nosso direito a viver livremente nossa sexualidade e por uma transformação radical da sociedade.

Somos gente que luta pelo fim da desigualdade de gênero e contra o machismo vigente.
O que nos move é o desejo de que as mulheres não sejam mais oprimidas
Queremos liberdade para as mulheres, com espaço para o salto, a alegria e o sorriso.

Com a proposta de organizar as lutas das mulheres, estará sendo realizado neste sábado (19) de setembro, de 09h as 12h e de 14h as 17h o I SEMINÁRIO DE GÊNERO “Mulheres do Gueto que LUTAM sem Medo”, nos concentraremos na luta pela emancipação da mulher contra uma sociedade patriarcal.

 

 

ago 272015
 

A Organização Resistência Libertária, integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), convida a todxs para o II Encontro do Ciclo de Debates Anarquistas. Nesta sessão teremos um debate sobre o Anarquismo Especifista. O objetivo do Ciclo de Debates é pautar discussões sobre a ideologia, teoria, história e vigência do Anarquismo nos nossos dias.

Endereço: Centro De Humanidades II (CH2-UFC) Av. da Universidade, 2762 – Benfica, 60020-181 Fortaleza-CE

jul 022015
 

A Organização Resistência Libertária (ORL/CAB) convida a todxs para o início do Ciclo de Estudos Anarquistas que estaremos promovendo de julho a dezembro deste ano. Nesse primeiro encontro teremos como tema “O que é Anarquismo?”, onde discutiremos sobre as definições e correntes do Anarquismo. Teremos como companheiros neste primeiro Ciclo, a participação da Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ/CAB), organização também integrante da Coordenação Anarquista Brasileira – CAB.

A atividade conta, como sempre, com o apoio dxs companheirxs do Plebeu Gabinete de Leitura (Biblioteca Social).

Quer saber mais sobre as Organizações Anarquistas? Acompanhem em:
Organização Resistência Libertária: http://www.resistencialibertaria.org/
Federação Anarquista do Rio de Janeiro: http://www.farj.org/
Coordenação Anarquista Brasileira: http://anarquismo.noblogs.org/

Convide suas amigas e seus amigos em nosso evento do Facebook: https://www.facebook.com/events/866710883397511/

 

abr 282015
 

A Organização Resistência Libertária [ORL/CAB] realizará, junto com xs companheirxs do Movimento Social FOME [Sobral] e do Grupo de Estudos Anarquistas do Piauí [GEAPI], o II Seminário “Anarquismo e Organização Popular”. Este Seminário é um desdobramento do primeiro seminário que foi realizado em Fortaleza no ano passado e busca continuar o processo de troca de experiências e fortalecimento das lutas de várias regiões do Ceará e Piauí.

“Os grandes só são grandes se estivermos de joelhos. Levantemo-nos!!”

 

 

jan 062015
 

O 1º Sarau Força e Resistência será realizado no dia 10 desse mês em Sobral (CE). A realização é do Movimento Social FOME e conta com nosso apoio (Organização Resistência Libertária) e Apologia do Gueto.

Será mais um momento de Arte e Resistência da Periferia, com intervenções de grafite e “colagens” com nossa crítica social e libertária.

Programação

Sábado – Manhã (10/01/15)

09:00h – Intervenções de grafite e colagens no bairro Vila União.

Sábado – Noite (10/01/15)

18:00h – 1º Sarau Força e Resistência

Músicas com Apologia do Gueto (Smith), Revanche do Gueto, Expressão Cruel e Leandro Mc.

Cinema com a exibição de alguns documentários

E muita Poesia e Literatura com Leandro Guimarães, Biblioteca Ambulante e contação de história com Alexandre Batista.